Este tutorial tem como função auxiliar o preenchimento das planilhas. Cada seção na planilha está representada separadamente no tutorial com exemplos e detalhes de algumas informações solicitadas que podem gerar dúvidas durante o preenchimento. Buscamos abranger diferentes exemplos, porém, reconhecemos que podem existir outros tipos de estruturas inseridas em diferentes contextos, as quais diferem dos exemplos abordados aqui. Caso haja dúvidas, entre em contato conosco pelo e-mail passagens.fauna@gmail.com.
structure_typeExemplos dos tipos de estruturas de travessia (caracterização com base na função primária de implementação).
Função primária de conectividade hídrica (Figura 1).
Figura 1: Bueiro de concreto. Fonte: ©Diego Varela.
Paredes metálicas com ondulações (Figura 2).
Figura 2: Bueiro corrugado. Fonte: ©EGR – Empresa Gaúcha de Rodovias.
Figura 3: Bueiro de metal.
Figura 4: Bueiro com plataforma seca (bueiro com passadiço).
Não possui drenagem de água e sua função primária é a de passagem de gado (Figura 5).
Figura 5: Passagem de gado. Fonte: ©Diego Varela.
Não possui drenagem de água e sua função primária é a de passagem de fauna (Figura 6).
Figura 6: Passagem de fauna. Fonte: ©Diego Varela.
Estrutura suspensa por colunas e habitualmente com presença de água (exceto períodos de seca) e comprimento acima de 10 m (Figura 7).
Figura 7: Ponte. Fonte: ©EGR – Empresa Gaúcha de Rodovias.
Estrutura suspensa, sem colunas, habitualmente com presença de água (exceto períodos de seca) com comprimento entre 3 e 10 m.
Figura 8: Pontilhão.
Estrutura suspensa por colunas e sem presença de água (Figura 9).
Figura 9: Viaduto. Fonte: ©Diego Varela.
structure_cellDeterminadas estruturas, principalmente as drenagens de água, podem ser formadas por múltiplas estruturas paralelas de mesma função. Essa coluna tem por objetivo receber o número de estruturas paralelas (por analogia, nos exemplos, é contabilizado o número de aberturas de um dos lados da estrutura). Os exemplos abaixo não esgotam as possibilidades (p. ex. quádrupla (4), quíntupla (5) etc.).
Estrutura com abertura única (Figura 10).
Figura 10: Passagem simples (abertura única). Fonte: ©EGR – Empresa Gaúcha de Rodovias.
Estrutura com duas aberturas (Figura 11).
Figura 11: Passagem dupla (duas aberturas). Fonte: ©EGR – Empresa Gaúcha de Rodovias.
Estrutura com três aberturas (Figura 12).
Figura 12: Passagem tripla (três aberturas). Fonte: ©EGR – Empresa Gaúcha de Rodovias.
structure_shapeDeterminadas estruturas, principalmente as drenagens de água, costumam ter formatos de embocadura predeterminados, como circular (ou tubular / elíptico), celular (quadrado ou retangular) e em arco.
Estrutura com perfil de embocadura com ângulos retos (quadrado ou retangular) (Figura 13).
Figura 13: Estrutura celular. Fonte: ©EGR – Empresa Gaúcha de Rodovias.
Perfil de embocadura circular ou elíptico (Figura 14).
Figura 14: Estrutura tubular. Fonte: ©EGR – Empresa Gaúcha de Rodovias.
structure_photoPara que possamos compreender todos os diferentes contextos de passagens de fauna e, eventualmente, realizar confirmações sobre os dados disponibilizados, imagens representativas de cada estrutura de travessia devem ser enviadas no mesmo e-mail da planilha de dados, preferencialmente anexadas ou com link para baixar. A proposta dessa foto não é o envio de uma imagem capturada pela armadilha fotográfica, mas uma foto tirada externamente exibindo o número de aberturas (células) e formato da estrutura. Exemplos nesse sentido podem ser encontrados na Figura 16.
Figura 16: Exemplos de fotos a serem enviadas como demonstração da estrutura de travessia.
structure_height, structure_width, structure_length e waterbody_widthValores de mensuração da estrutura devem ser fornecidos, como altura (structure_height = a), largura (structure_width = b) e comprimento (structure_length = c) da estrutura (Figura 17).
Cabe notar que o comprimento pode não ser igual à largura da pista, uma vez que existem estruturas esconsas (enviesadas) em relação ao eixo da via.
Figura 17: Esquemas para estrutura convencionais exibindo as formas de coleta de parâmetros de altura (a), largura (b) e comprimento (c) da estrutura.
O sistema de mensuração é diferenciado no caso de pontes e pontilhões.
Valores de mensuração da estrutura devem ser fornecidos, como altura (structure_height = a), largura (soma) das margens secas (structure_width = b), extensão (structure_length = c) e largura do corpo d’água sob a ponte (waterbody_width = c) da estrutura (Figura 18).
Figura 18: Esquemas para pontes e pontilhões exibindo as formas de coleta de parâmetros de altura (a), largura (soma) das margens secas (b), comprimento (c) e largura do corpo d’água sob a ponte (d) de pontes e pontilhões.
structure_typeNessa seção são apresentados os diferentes tipos de estruturas de travessias superiores.
Ponte que normalmente consiste em um ou mais cabos de aço (Figura 19).
Figura 19: Ponte flexível em aço. Fonte: ©Rodosol.
Figura 20: Ponte flexível em escada marinheiro.
Ponte que normalmente consiste em uma trama de cordas em formato retangular (Figura 21).
Figura 21: Ponte flexível em túnel.
Figura 22: Ponte flexível com mangueira.
Ponte construída predominantemente por redes em fios sintéticos (tipo nylon) (Figura 23).
Figura 23: Ponte flexível em redes. Fonte: ©Rubem Dornas.
Ponte construída predominantemente por cordas (Figura 24).
Figura 24: Ponte flexível de corda. Fonte: ©Rodosol.
Figura 25: Ponte rígida de taquara.
Figura 26: Ponte rígida com tronco de madeira.
Figura 27: Ponte rígida com plataforma metálica.
Figura 28: Ponte de lianas.
Esse tipo de travessia consiste no encontro natural entre copas de árvores que se juntam ou ficam próximas o suficiente para permitir o cruzamento do animal por sobre a via (Figura 29).
Figura 29: Ponte de copas. Fonte: ©Larissa Gonçalves.
Viaduto construído especificamente para travessia de fauna, costumeiramente com presença de cobertura de gramíneas e arbustos (Figura 30).
Figura 30: Viaduto vegetado. Fonte: ©Diego Varela.
structure_branch_accessCorresponde ao número de ramificações de acesso à passagem superior
Figura 31: Ramificações de acesso à passagem superior.
structure_photoPara que possamos compreender todos os diferentes contextos de passagens de fauna e, eventualmente, realizar confirmações sobre os dados disponibilizados, imagens representativas de cada estrutura de travessia devem ser enviadas no mesmo e-mail da planilha de dados, preferencialmente anexadas ou com link para baixar. A proposta dessa foto não é o envio de uma imagem capturada pela armadilha fotográfica, mas uma foto tirada externamente exibindo o nformato da estrutura 32.
Figura 32: Exemplo de foto a ser enviada como demonstração da estrutura de travessia. Fonte: ©Diego Varela.
structure_height, structure_length, structure_width e structure_internal_heightValores de mensuração da estrutura devem ser fornecidos, como altura (structure_height = a), largura (structure_width = b), comprimento (structure_length = c) e altura interna da estrutura (caso se aplique) (structure_internal_height = d) (Figura 33).
Cabe notar que o comprimento pode não ser igual à largura da pista, uma vez os pilares de sustentação das passagens superiores costumam se prolongar em relação à via, ocupando a parte externa da faixa de domínio.
Figura 33: Esquemas para determinação de medidas de parâmetros de altura (a), comprimento (b), largura (c) e altura interna (d) da estrutura.
fence_lengthEsses campos devem ser preenchidos com a extensão da cerca, de acordo com os 4 lados adjacentes à abertura da passagem, nomeados como A1, A2, B1 e B2 (Figura 34).
Figura 34: Exemplo da extensão da cerca de ambos os lados da entrada da estrutura de travessia e também de ambos os lados da infraestrutura linear.
fence_overhangAs cercas direcionadoras podem possuir ou não algum tipo de adorno superior à sua estrutura, normalmente planejado de acordo com a fauna a ser barrada.
O tipo de cerca mais comum, sem adornos (Figura 35).
Figura 35: Cerca com aba ausente.
Cerca cuja aba superior é dobrada, em material rígido, normalmente angulada para fora da via (Figura 36).
Figura 36: Cerca com aba dobrada rígida.
A cerca com aba superior dobrada flexível possui material de menor rigidez, visando ceder com o peso do animal (Figura 37).
Figura 37: Cerca com aba dobrada flexível.
Cerca em que a aba é em formato de rolo, que gira quando um animal se escora sobre ela (Figura 38).
Figura 38: Cerca com aba rolete.
fence_conservation